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Cibernotícias: os principais ataques e ameaças do ano

Olá pessoal!

Vamos a mais um cibernotícias – aquela coluna em que falo das fragilidades assustadoras do mundo digital.

Desde a última edição muitos assuntos que merecem atenção se acumularam. Sim, a proporção dos perigos apresentados na coluna realmente cresceu muito. Infelizmente, não percebemos nenhum declínio no número de ataques.

Como veterano em ciberdefesa, afirmo que cataclismas de escala planetária já foram discutidos por quase meio ano. Embora hoje, as notícias corram numa velocidade absurda, de modo que se tornam velhas em um piscar de olhos. “Ouvi dizer que fizeram a limpa naquela empresa, até o hamster do presidente foi levado por um drone”.

O fluxo de cibernotícias está sempre variando, e com seu aumento, o número das notícias que comentamos aqui também aumentará. No passado, eram três ou quatro por artigo. Hoje, teremos: sete!

Já pegou a pipoca/café/cerveja? Lá vamos nós…

1) Infecte um amigo e receba seus arquivos de volta de graça Leia em:Cibernotícias: os principais ataques e ameaças do ano

Cibernotícias: O futuro chegou, e malwares estão voltando do mundo dos mortos.

Como sempre, nessa “coluna“, falarei um pouco das principais notícias sobre cibersegurança que apesar de não terem tido destaque, não deixam de ser preocupantes. Como sempre, as notícias não muito boas. Existem ainda uma razão ou outra pra ser otimista, mas são poucas.

Item número 1: O futuro chegou.

Muitos autores gostam de fantasiar sobre como será o futuro. Normalmente, escritores de ficção científica aparecem com reflexões filosóficas sobre o homem e seu lugar no universo. Temos os irmãos Strugatsky da Rússia, Philip K. Dick, Arthur C. Clarke (e Stanley Kubrick, seu “tradutor” para as telonas). Às vezes, essas reflexões filosóficas são assustadoras.

Outras vezes, por mais que não tão filosóficas, o produto da imaginação tem grandes chances de se tornar realidade de fato. É desse tipo de ideia que tratarei.

Ainda na primeira década desse século, durante minhas palestras eu gostava de contar histórias “assustadoras” sobre o que poderia acontecer no futuro. Por exemplo: máquinas de café que lança um ataque DDoS contra a geladeira, ao passo que o micro-ondas descobre o PIN do liquidificador para exibir propaganda em sua tela digital.

Menos de uma década depois, isso está se tornando realidade…

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Cibernotícias preocupantes: reatores nucleares, bancos e barragens sob ataque

Com uma rápida lida às notícias recentes, fica difícil não se preocupar. Algumas das histórias são realmente assustadoras.  Acha que estou exagerando?  Vejamos…

Notícia preocupante 1: apocalipse adiado – por enquanto. 

inews-1Foto encontrada na Wikipédia

Reportou-se que o sistema de TI da unidade B da usina nuclear de Gundremmingen na Suábia, na Baviera, sudoeste da Alemanha, foi infectado por um malware – bem no aniversário de 30 anos do desastre de Chernobyl. O relato também destacava o fato de que não há motivo para pânico, pois a invasão não representou nenhum perigo. Podemos dormir descansados, foi apenas um susto.

Depois de voltar a respirar, continue lendo…

…em busca de mais detalhes do ocorrido, continuamos a leitura. De fato, parece que está tudo bem: o nível de radiação não se alterou – isso é o que importa no fim, não é?  Continuamos a ler…

Aí descobrimos que os sistemas infectados (isolados da Internet) são exatamente os que controlam o movimento do componente radioativo.  Pausa. Vamos ler novamente. Calma deve ter algum engano.

O QUEEÊÊÊ?

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A bolha artificial da “inteligência artificial” e o futuro da cibersegurança

Acredito que esse artigo recente no New York Times sobre o boom da “inteligência artificial”  no Vale do Silício, colocou muita gente para pensar sobre o futuro próximo e distante da cibersegurança.

Imagino que perguntas como essa serão respondidas da seguinte forma :

  • Para onde a fixação com a “IA” que existe apenas em obras de ficção nos levará?  Quantos bilhões ainda serão investidos em empreitadas que na melhor das hipóteses inventarão o que foi inventado há décadas e na pior resultarão em produtos falaciosos engrandecidos por marketing?
  • Quais são as oportunidades reais acerca do desenvolvimento de máquinas inteligentes dentro da cibersegurança?
  • Qual será o papel dos especialistas nesse admirável mundo novo?

QUANDO CONVIVO COM ENTUSIASTAS DE IA, ENTUSIASTAS AQUI NO VALE, SINTO-ME UM ATEU EM UM RETIRO EVANGÉLICO.

Jerry Kaplan, cientista em computação, autor, futurista e empreendedor em série (fundador da Symantec).

O que está acontecendo no campo da “IA” se assemelha a uma bolha de sabão.  Todos sabem o que acontece com bolhas de sabão quando ficam cada vez mais cheias: estouram.

Agora, sem passos ousados e investimentos arriscados um futuro fantástico nunca se tornará realidade. Mas o problema hoje é que em conjunto com essa onda de entusiasmo com IA (lembre-se que ela ainda não existe), startups começaram a aparecer.

Algumas startups? E o que tem de errado nisso?

O problema é que essas empresas estão atraindo milhões de dólares em investimentos ao pegar carona na onda de euforia ao redor do aprendizado de máquina fantasiado de “IA”. A questão é que o aprendizado de máquina está por aí há décadas: foi definido pela primeira vez em 1959, continuou nos anos 70, e deslanchou de vez nos anos 90 continuando assim até hoje! Atualmente, essa “nova tecnologia” é renomeada para “inteligência artificial”; adotando assim uma aura de ciência de ponta; essas possuem os catálogos mais lustrosos e campanhas de marketing extremamente incríveis. Tudo isso trabalha em torno da propensão humana de acreditar em milagres, e em teorias da conspiração ao redor das chamadas tecnologias tradicionais. Infelizmente, o setor de cibersegurança não escapou dessa nova bolha da “IA”.

 

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