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Groelândia, parte 2. – Aeroportos.

Kangerlussuaq. Provavelmente, o aeroporto internacional mais estranho no mundo. Antes de mais nada, tente pronunciar o nome. Dificilmente tarefa fácil, não é?

Nunca tinha visto um aeroporto internacional cuja população local é de 500 pessoas. Não 500.000, 500! Bem, agora eu vi.

Já tinham visto um aeroporto no qual para voos domésticos você não passa pela segurança? Você faz o check-in, despacha sua bagagem, e anda para onde quiser, incluindo o saguão de entrada do aeroporto! Quando seu avião está prestes a decolar, você simplesmente vai até ele, sem ter que se afobar com a segurança. Um sonho!

Ok, lá vamos nós a resposta da pergunta número 2:

A Groelândia é um país com o relevo muito acidentado e congelado. Então, construir um aeroporto – no qual você precisa de terreno plano para a pista e distância razoável de grandes formações rochosas para que aviões consigam ganhar altura e pousar em segurança. O local mais adequado para isso foi justamente Kangerlussuaq: um pedacinho de rocha lisa longe das pedras mais próximas. O único problema: a pista só tem 2,8 km!

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O que uma petúnia pensou enquanto caia em queda livre?

…”Ah, não, outra vez!” Sim, estou citando O Guia do Mochileiro das Galáxias: “Curiosamente, a única coisa que passou pela mente do vaso de petúnias ao cair foi: Ah, não, outra vez!  Muitas pessoas meditaram sobre esse fato e concluíram que, se soubéssemos exatamente por que o vaso de petúnias pensou isso, saberíamos muito mais a respeito da natureza do Universo do que sabemos atualmente.”

Estava pensando nesse parágrafo hoje mais cedo. Mais uma vez, a bordo de um avião, olhava pela janela do lado esquerdo para as paisagens.  “Ah, não, outra vez!” Observei o mapa na tela a minha frente, que exibia a trajetória do avião passando por Amsterdã naquele momento, no meu voo entre Moscou e Londres. No dia anterior, voei essa mesma rota, só que o caminho inverso.

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“Igual a petúnia, só que o contrário”, pensei. Não sei se estava sofrendo uma crise de alto criticismo ou uma sobrestimativa. Físicos e botânicos possuem visões diferentes sobre o assunto, então não comentarei. Direi apenas que o pouso em Hearthrow foi como devia ser: com Londres plenamente visível pela janela!

Foi ali que eu e A.B. fizemos nossa meia maratona ao longo do Tâmisa semana passada…

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Do México à China

Atenção! Estamos transmitindo diretamente do aeroporto de Tijuana! Esse é o começo de um reality show sobre um viajante tentando voar do México à China. Bem-vindos a bordo!

O jeito mais conveniente de chegar na China a partir de Cancun é pelo seguinte trajeto: Cancun -> Cidade do México -> Xangai (com parada para abastecer). Infelizmente, dessa vez, essa rota não funcionou. O aeroporto Pudong de Xangai estava fechado por problemas técnicos: uma neblina daquelas. O que nos redirecionou para a cidade mais ao norte do México, Tijuana, à espera da decolagem.

Essa parte do México é bem remota, muita gente nunca virá aqui ou nunca sequer ouviu falar. Isso tudo só serve para deixar a cidade mais interessante. Tijuana é conhecida como a terceira cidade mais próspera do México (atrás de Cancun e da Cidade do México). Isso talvez se deva à proximidade com os Estados Unidos, bem ali do outro lado da fronteira, possibilitando a instalação de diversos tipos de fábrica, ainda mais por conta da estrutura de saúde barata (mas decente). Além disso, é um dos lugares mais criminalizados do México suprindo drogas e imigrantes ilegais para os EUA. Nada bom…olhando para o centro da cidade (da varanda do meu hotel) tudo parece bem tranquilo – lembra lugares como Califórnia e Flórida.

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