Threat Intelligence Portal: precisamos ir mais fundo

Entendo perfeitamente bem que para 95% de vocês esse post não terá nenhuma aplicação prática. Mas para os outros 5%, ele tem o potencial de simplificar muito a semana de trabalho (e vários fins de semana também). Em outras palavras, nós temos grandes notícias para os profissionais de cibersegurança – Equipes de SOC (Centros de Operação de Segurança, na sigla em inglês), pesquisadores independentes e técnicos curiosos: as ferramentas que nossos pica-paus e o pessoal do GReAT usam no dia a dia para seguir criando a melhor pesquisa contra ciberameaças do mundo estão agora disponíveis para todos vocês gratuitamente na versão Lite do nosso Threat Intelligence Portal. Também cariosamente chamado de TIP, e após essa minha introdução sobre ele, adicioná-lo aos seus favoritos é obrigatório!

O Threat Intelligence Portal resolve dois problemas principais para os sobrecarregados especialistas de cibersegurança atuais. Primeiro: “Qual dessas centenas de arquivos suspeitos eu devo escolher primeiro?”; Segundo: “Ok, meu antivírus diz que esse arquivo está seguro – e agora?”

Lanzamos una versión gratuita del Kaspersky Threat Intelligence Portal

 

Ao contrário dos clássicos – seguraça para endpoint – produtos de qualidade que apontam diretamente se um arquivo é perigoso ou seguro, as ferramentas de análises construídas dentro do Threat Intelligence Portal dão informações detalhadas sobre o caráter suspeito de um arquivo e em quais aspectos específicos. E não apenas arquivos: hashes, endereços de IP e URLs podem ser analisados. Todos esses itens são verificados rapidamente por nossa nuvem e os resultados são entregues de bandeja: o que há de errado nos arquivos (se houver), quão rara é a ameaça, quais outros perigos são semelhantes, ainda que remotamente, quais ferramentas foram usadas para cria-la, e por aí vai. Além disso, arquivos executáveis são rodados na nossa patenteada sandbox, com os resultados disponibilizados em alguns minutos.

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Somos uma das 100 empresas mais inovadoras do mundo

Oi, pessoal!

Os leitores regulares do meu blog sabem que eu ocasionalmente escrevo sobre alguns de nossos sucessos comerciais menos perceptíveis – mas, não menos importantes: aqueles relacionados às nossas patentes e como nos ajudam a combater – incrivelmente – não apenas cibercrimes, mas também trolls de patentes que nada fazem além de impedir o progresso tecnológico.

Bem, aqui está o mais recente: nos tornamos a primeira empresa russa a entrar no Top 100 de inovadores globais da Derwent! Viva!

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Notícias do lado sombrio: ciber-hipocrisia, Mirai, GCHQ de olho em você, BlueKeep à distância

Olá a todos!

Hoje começamos com uma boa notícia …

Continuamos a solução de segurança “a mais testada, a mais premiada”.

Há pouco, o respeitado laboratório de testes independente AV-Comparatives divulgou os resultados de sua análise anual. No estudo, entrevistaram 3.000 pessoas em todo o mundo nas últimas semanadas de 2018 e, das 19 perguntas respondidas pelos participantes, uma era “Qual solução principal de segurança antimalware para computador que você usa?”. Adivinha qual marca está em primeiro lugar na Europa, Ásia e América Central e do Sul? Bem, sim: K! Na América do Norte, somos os segundos (e tenho certeza de que é temporário). Além disso, na Europa, fomos escolhidos como a solução de segurança mais usada em smartphones. Também estamos entre as empresas que recebem mais solicitações de testes de produtos de usuários, tanto na versão doméstica quanto em produtos destinados a empresas. Ótimo! Nós gostamos dos testes e acho que você pode imaginar nossos motivos! . A propósito, aqui você vai encontrar mais informações sobre avaliações independentes e testes que nossos produtos são submetidos

“Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.”, Mateus 7: 5.

Em maio, outra backdoor foi descoberta com funcionalidades muito úteis para a espionagem. E onde esta porta dos fundos foi encontrada? Na Rússia? Na China? Bem, foi na Cisco (sim, novamente)! Houve uma agitação nas redes? Manchetes e discussões sobre ameaças à segurança nacional? Houve conversas sobre a proibição de produtos da Cisco fora dos Estados Unidos? Espere, você também não viu? Mas, ao mesmo tempo, a Huawei está no auge de um linchamento internacional, embora não exista backdoors ou evidências convincentes dos fatos.

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Você é uma startup com a ambição de ser uma empresa internacional?

Há mais ou menos cinco anos, lançamos nossa incubadora de empresas, um projeto que tem como objetivo desenvolver e apoiar as ideias mais interessantes de negócios que ainda estão começando. E, como temo os recursos necessários para ajudá-los, buscamos propostas inovadoras e damos “asas” para essas startups voarem.

Um dos exemplos mais bem-sucedidos da nossa incubadora de empresas é a Polys, uma ideia lançada em 2017, sobre a qual já falamos anteriormente neste blog. É uma plataforma de votação eletrônica online baseada em blockchain que oferece segurança, anonimato: uma proteção perfeita contra hackers. E, o que é mais importante, é fácil de usar e adequada para todos os tipos de votação. Acredito firmemente que o futuro da votação é online e blockchain. Os partidos políticos russos, as associações estudantis e as organizações governamentais regionais já a usaram e temos certeza de que estamos apenas observando os primeiros passos dessa iniciativa da KL.

Já temos outro projeto na incubadora: a Verisium, uma plataforma de Internet das Coisas dedicada ao envolvimento do cliente e à autenticação de produtos. É especialmente útil na indústria da moda, pois ajuda a combater a falsificação de produtos de luxo e oferece às marcas a possibilidade de acompanhar os ciclos de vida dos produtos e entender como eles “vivem” e se comportam. A Verisium já lançou uma série de projetos em conjunto com marcas de design russas que incluem roupas, chips NFC e blockchain.

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Nossa nova tecnologia de emulação: o pior pesadelo dos malwares

Você já se perguntou por que os vírus de computador são conhecidos como vírus? Bem, a verdade é que hoje a palavra “vírus” é utilizada de forma um tanto imprecisa para se referir a quase “qualquer tipo de programa malicioso ou para descrever o dano que um programa gera em dispositivos”. A fonte dessa definição é a nossa enciclopédia.

No entanto (e ainda segundo nossa enciclopédia), “no sentido mais estrito … um vírus é definido como um código de programação que se replica e espalha” e se desenvolve a partir dele mesmo, como um vírus biológico, por exemplo, a gripe.

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Novo Centro de Transparência – agora em Madrid

Olá a todos!

No final do ano, abrimos nosso primeiro Centro de Transparência e data centers em Zurique, na Suíça, dedicado ao processamento de dados de nossos clientes da Europa. Após menos de cinco meses, ficou claro que esse projeto de larga escala reflete perfeitamente as preocupações relacionadas à indústria de cibersegurança no atual ambiente geopolítico.

Tanto a comunidade empresarial, quanto as agências governamentais estão apostando na mesma coisa: transparência. E isso não me surpreende! Atualmente, você pode acusar as empresas de qualquer coisa e sem provas (estão acompanhando o caso da Huawei?), inclusive os órgãos reguladores de todo mundo não tem mais opção a não ser executar suas próprias análises e encontrar os fatos reais (e, claro, usar algo bem fora de moda ultimamente: o bom senso).

Esse é um dos motivos pelos quais o nosso primeiro Centro de Transparência revelou-se tão oportuno quanto útil: recebe visitas regulares dos nossos parceiros e funcionários europeus. Portanto, devo dizer que tenho orgulho de termos sido pioneiros na indústria de cibersegurança com nossa Iniciativa de Transparência Global.

E, tendo em vista o sucesso dos nossos centros em Zurique, e para continuar atendendo às necessidades do mercado, acabamos de abrir outro Centro de Transparência em Madri. Além disso, no final do ano, vamos inaugurar outro na Ásia.

A função dos novos centros será a mesma: acessar nosso código fonte e nossas atualizações. Na Espanha, nossos colegas podem fornecer aos visitantes informações mais detalhadas sobre nossas tecnologias, produtos e serviços.

Aguardem que em breve as imagens da inauguração estarão disponíveis aqui no blog. Fiquem atentos!

Data center da Kaspersky Lab na Rússia

E, claro, mais novidades que negam os mitos…

Publicamos alguns estudos de um especialista respeitado em Direito Russo, o professor Dr. Kaj Hobér, da Universidade de Uppsala, na Suécia. O pesquisador estuda as complexidades do Sistema Jurídico Russo há mais de 30 anos. Ele começou seu trabalho quando a Rússia ainda era União Soviética, depois de ter vivido vários anos em Moscou e esteve presente em cerca de 400 casos de arbitragem. Em suma, um currículo e uma pessoa incrível, cujo profissionalismo é inquestionável.

Sua pesquisa está relacionada às três leis russas sobre processamento e armazenamento de dados. Atualmente, alguns “especialistas” e jornalistas costumam se embasar nessas leis quando escrevem sobre a KL. Mas não podemos fazer nada quando a isso! Essa análise independente mostra que nós (KL) não somos regulados por nenhuma delas por uma simples razão: não somos um provedor de serviços de Internet ou uma empresa de telefonia móvel, serviços que são necessários. Por exemplo, a lei de Yarovaya não nos afeta em nada!

Então, só gostaria de pedir aos especialistas, jornalistas e blogueiros que baseiem suas acusações na lógica, nos fatos, e agora nesta análise irrefutável e independente de um perito, não nas peculiaridades do país de origem da empresa ou em falsas acusações sensacionalistas que servem à atual agenda geopolítica.

 

Giro de cibernotícias até do lado sombrio

Olá a todos!

Vamos ao próximo boletim períodico/ ocasional de cibernotícias: algumas histórias mais interessantes, recentes e até absurdas.

Hack financiado pelo Estado

Acredita-se que o governo japonês planeja hackear 200 milhões de dispositivos IoT de seus cidadãos. Isso não é ficção científica; aparentemente é real. Na verdade, é como os japoneses estão se preparando para os Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 – tudo dentro da lei, claro, já que é obra do governo. Então, os dispositivos da população serão hackeados por um dos métodos preferidos dos cibercriminosos: por meio de dicionários padrão de senhas. Se um aparelho é encontrado com senha fraca, os burocratas irão colocá-lo em uma lista de dispositivos inseguros. Essa relação será entregue para provedores de serviço de internet que terão de informar aos clientes, que por sua vez terão de alterar a senha. O objetivo é um teste de resiliência para as Olimpíadas, avaliando se a proteção dos dispositivos IoT no país é segura o suficiente, e tentar prevenir seu uso em ataques à infraestrutura Olímpica. O método utilizado, pode ser facilmente discutido, mas o fato que as autoridades estão fazendo algo concreto de forma preventiva é certamente algo bom. Não esqueçamos que as Olimpíadas já foram alvo dos cibercriminosos antes – e não tão longe do Japão.

¡Oops!

Um hacker de 18 anos, Linus Henze, publicou um vídeo ressaltando uma vulnerabilidade grave no MacOS – especialmente no programa Keychain, que armazena e protege as senhas dos usuários. O jovem usou uma 0-day para desenvolver seu próprio app que verifica completamente os conteúdos do keychain.

Curiosamente, Henze não planeja compartilhar sua pesquisa, nem o aplicativo com a gigante da tecnologia, já que a Apple não possui programa de caça aos bugs. O que deixa a empresa com duas opções: negociar com o expert (o que seria algo sem precedentes na Apple), ou considerar remediar o problema por si só – o que pode ou não acontecer, claro.

Nesse meio tempo, queridos leitores, não é necessário temer pela segurança de suas senhas! Já que existem gerenciadores de senhas multiplataformas. E pesquisadores – existem empresas de softwares que possuem programas de caça aos bugs.

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O melhor do mundo da cibersegurança em 2018

Queridos, leitores! Deixo aqui para vocês a última edição de notícias do mundo da cibersegurançade 2018. Todos os anos, mais ou menos nessa época, sinto vontade de fazer uma retrospectiva e um resumo despretensiosos para que vejamos o Ano Novo com bons olhos. J Assim, hoje vamos falar sobre as notícias mais polêmicas, bobas, engraçadas e esquisitas do mundo da TI e cibersegurança que apareceram nas nossas telas em 2018.

Primeiro, falaremos sobre profissionalismo na mídia – você sabe, coisas como objetividade, jornalismo investigativo e verificação de fatos. Ou, para ser mais exato, a falta de todas essas coisas.

Em outubro, a Bloomberg Businessweek publicou uma “investigação” com uma chamada bastante sensacionalista e realizada por um ‘jornalista’ reconhecido. A primeira parte da chamada diz tudo – The Big Hack (O Grande Hack, em português). A história se baseia em informações de fontes anônimas (surpresa!) e alega que bugs são implantados nos hardwares fabricados pela Super Micro. E que aparentemente isso acontece há muitos anos. Os chips foram supostamente encontrados por equipes da Apple e da Amazon, e as autoridades dos Estados Unidos investigam o caso desde 2015. Então, começa a parte interessante…

A Amazon negou qualquer conhecimento dos bugs, enquanto Tim Cook da Apple afirmou que as declarações eram mentirosas e pediu que o artigo fosse retratado. A Super Micro declarou que nunca recebeu qualquer queixa ou questões de consumidores vindas das autoridades (Tudo isso parece bem familiar!). Dentro de 24 horas da publicação, as ações da Super Micro despencaram 60%. A empresa contratou uma terceirizada para conduzir uma investigação que não encontrou nenhuma evidência que suportasse as alegações dos jornalistas. A Bloomberg parece não ter qualquer pressa em pedir desculpas, embora tenha designado outro jornalista para fazer mais pesquisas.

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Os consumidores podem tomar suas próprias decisões

Além de um mercado para seus produtos ou serviços, uma empresa também precisa de recursos. Há os recursos financeiros: dinheiro; recursos humanos: funcionários; recursos intelectuais: as ideias de negócios e a habilidade de colocá-las em prática. Para alguns negócios, e até mesmo para indústrias inteiras às vezes, outro recurso é necessário: confiança.

Digamos que uma pessoa decide comprar… um aspirador de pó. A confiança é exigida do fabricante? Na verdade, não. De maneira geral, o consumidor adquire algum modelo que parece ser o adequado, tendo como base algumas variáveis, tais como as características técnicas, o design, a qualidade e o preço. A confiança não faz exatamente parte dessa equação.

No entanto, em algumas indústrias, como por exemplo na medicina ou no setor financeiro, a confiança desempenha um papel crucial. Se alguém não confia em um determinado consultor financeiro ou marca farmacêutica, essa pessoa dificilmente se tornará um cliente ou comprará um produto da empresa – na verdade, talvez nunca o faça. Isto é, até que o consultor financeiro/indústria farmacêutica prove, de alguma maneira, que merece confiança.

Bem, nosso negócio – cibersegurança – não apenas exige, como depende da confiança. Sem ela, nossa indústria simplesmente não existe. E algumas pessoas – por enquanto, vamos chamá-los de… detratores – sabem disso perfeitamente bem e tentam acabar com a confiança de outras pessoas na cibersegurança de diversas maneiras; e por diversos motivos.

Você pode pensar que há algo de errado com nossos produtos, uma vez que há quem tente atingir a reputação deles. Porém, quanto à qualidade de nossas tecnologias, estou perfeitamente tranquilo – os resultados de testes independentes demonstram por quê. As mudanças nos últimos anos são de outra ordem, trata-se de turbulências geopolíticas. E fomos pegos bem no meio disso tudo.

Uma máquina de propaganda surgiu e direcionou sua força contra nós. Um grande número de pessoas leu ou ouviu alegações infundadas sobre a KL, originadas em parte por reportagens que citam ‘fontes anônimas’ (não verificáveis). Se essas histórias são influenciadas pela agenda política ou uma necessidade comercial para aumentar as vendas de concorrentes não se sabe, mas acusações falsas não deveriam ser aceitáveis (assim como qualquer outra injustiça). Então desafiamos e desmentimos todas as declarações feitas contra nós, uma por uma. E escolho esse verbo com cuidado: desmentir (um lembrete rápido: eles nunca provaram nada; nem conseguiriam, já que efetivamente nenhum delito ou irregularidade pode ser associado à nossa conduta).

De qualquer forma, após quase um ano desde a última onda de alegações, decidi fazer uma espécie de auditoria por conta própria. Para tentar perceber como o mundo nos enxerga agora, e se as pessoas expostas a essas histórias foram influenciadas por elas. Além disso, até que ponto nossa versão dos fatos permitiu que tirassem suas próprias conclusões sobre o assunto.

E adivinhe, descobrimos que se as pessoas considerarem apenas os fatos… bem – eu tenho boas notícias: as alegações não sobreviveram! Ok, posso ouvir você dizer: ‘nos mostre as evidências!’.

Primeiro: há um ano, a maior empresa de pesquisa do mundo, a Gartner, lançou um novo projeto – o Gartner Peer Insights – para compreender como os consumidores avaliam as marcas. Muito simples, mas extremamente útil: as opiniões dos clientes corporativos são recolhidas, sendo o processo aprovado pela equipe da Gartner para garantir que não haja parcialidade de fornecedores, nenhuma agenda oculta, nada de trolls. Basicamente, você obtém transparência e autenticidade diretamente de usuários finais relevantes.

Ano passado, graças ao feedback de clientes corporativos, ganhamos o maior prêmio do projeto! Os resultados deste ano ainda não foram apurados, mas já pode ver você mesmo quantos clientes quiseram contar suas experiências conosco para a Gartner, fazendo avaliações gerais e positivas. Fundamentalmente, pode ver que não se trata de uma ‘fábrica de avaliações’: são empresas verificadas de diferentes tamanhos, perfis, localização e calibre.

A localização geográfica influencia as atitudes em relação à confiança, tornando-as distintas em diferentes regiões do mundo.

Considere a Alemanha, por exemplo. Neste caso, a confiança nas empresas é levada muito a sério. Por isso, a revista WirtschaftsWoche publica regularmente seu estudo contínuo sobre os níveis de confiança corporativos depois de consultar mais de 300.000 pessoas. Na categoria ‘software’ (atenção – não é antivírus ou cibersegurança), estamos em quarto lugar, e o nível geral de confiança na Kaspersky Lab é alto – mais alto do que o da maioria dos concorrentes diretos, independentemente do seu país de origem.

Então podemos ver o que acontece quando governos utilizam fatos para decidir se confiam ou não em uma empresa. Exemplo: semana passada o Centre for Cyber Security da Bélgica analisou os fatos relacionados à KL e descobriu que não davam suporte às alegações contra nós. Depois disso, o primeiro ministro belga anunciou que não há dados técnicos objetivos – nem mesmo qualquer pesquisa independente – que indiquem que nossos produtos possam representar uma ameaça. A essa informação, eu pessoalmente adicionaria que, hipoteticamente, eles até poderiam indicar algum perigo, mas nada diferente do que qualquer outro produto de cibersegurança de qualquer outra empresa de qualquer outro país. Porque, teoricamente, todos os produtos possuem vulnerabilidades hipotéticas. Se considerarmos nossos esforços de transparência em tecnologia, diria que nossas tecnologias representam menos ameaças do que qualquer outro.

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Contra o monopólio da indústria de TI

Alguns leitores da parte técnica do meu blog, exaustos do calor deste ano, podem ter perdido um acontecimento histórico marcante que ocorreu em julho: a Comissão Europeia (CE) considerou o Google culpado de abusar de sua posição dominante em relação a um aspecto do mercado de sistemas operacionais móveis, e multou a empresa com a quantia considerável de 4,34 bilhões de euros (cerca de 40% do lucro líquido da empresa no ano passado!).

Por quê? Porque, de acordo com a CE, “Desde 2011, o Google impôs restrições ilegais aos fabricantes de dispositivos Android [incluindo forçá-los a pré-instalarem aplicativos de pesquisa e navegadores da empresa] e operadoras de telefonia móvel para consolidar sua posição dominante no setor de pesquisas gerais na internet”.

Tudo parece perfeitamente lógico, evidente e recorrente (a CE já deu multas pesadas para a Google no passado). Também parece dentro da normalidade – e até mesmo esperado – que a empresa tenha recorrido da pena. Inevitavelmente, o caso durará muitos anos, encontrando um final duvidoso, passível de nunca vir a público por conta de um acordo fora do tribunal. E o motivo (para o longo processo) não estará exatamente relacionado ao valor da multa, mas ao quão difícil será provar o abuso de poder.

Ok, vamos analisar de perto o que está acontecendo aqui…

Fonte

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