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Funcionalidades que você não conhece (ver. 2018): KFP!

Quando se trata de escolher uma roupa – a única coisa que penso é na funcionalidade. Embalagem, marca e status em geral não me importam. O mesmo vale para carros: se me faz chegar de A a B rapidamente, de forma segura e confortável (ar-condicionado, pelo menos), pronto.

Esse mesmo princípio de “ignorar o que não é importante” se aplica aos produtos de segurança. As pessoas deviam se considerara a proteção de fato e não aspectos irrelevantes – usados em manobras de marketing. No fim, em testes independentes detalhados, “antivírus inovadores” glamourosos mostram possuir nada além de inteligência artificial falsa e detecção AV adotada, sem falar em uma proteção cheia de buracos. São placebos, nada além disso. Portanto, para não acabar vítima desse ouro de tolo, você precisa olhar de perto como as coisas funcionam.

Claro, nem todo mundo tem tempo, paciência e conhecimento técnico para auditar os pormenores de produtos de cibersegurança e entendê-los. Entretanto, mesmo que alguém decida se embrenhar nisso, há chances de que o desenvolvedor esteja enchendo linguiça com o jargão técnico.

Com a Kaspersky Lab, por outro lado, a coisa é o contrário: temos orgulho de nossas tecnologias, publicamos abertamente os detalhes técnicos (sem encher linguiça) e nos certificamos de que qualquer um pode entendê-los se explicados apropriadamente. Finalmente, somos a empresa de cibersegurança mais transparente – ao ponto de estarmos dispostos a compartilhar nossos códigos fonte para inspeção.

Para favorecer a transparência e acessibilidade de nossas tecnologias, há sete anos, comecei uma série de artigos regulares no meu blog com a tag tecnologia, cujas publicações têm por objetivo explicar funções complexas em linguagem simples (nuances tecnológicas das quais você “não ouve falar normalmente”, acessíveis apenas em notas técnicas voltadas para nerds). Esses são os detalhes “pouco visíveis”, porém são o parafuso e a porca da nossa ciberproteção.

Ok. A introdução já foi. O artigo de hoje explica como os bancos sabem que sua conta foi hackeada.

Digamos que um dia você recebe uma mensagem de seu banco sobre “Atividades suspeitas detectadas em sua conta…”. A primeira coisa que você faz é analisar suas atividades nos últimos dias, onde você sacou dinheiro e quanto, o que comprou em lojas/ cafés ou online, etc.

No meu caso, seria assim: (i) saquei coroas norueguesas de um ATM em Longyearbyen, Svalbard, Noruega; (ii) comprei bife e cerveja uma salada e água mineral no Aeroporto de Oslo, Noruega; (iii) comprei um presente para a esposa no Aeroporto Schiphol em Amsterdã, Holanda – além de outra salada e água mineral, que sorte a minha; (iv) em algum lugar próximo a Açores, comprei acesso à internet no aeroporto; (v) saquei balboas no Aeroporto de Tocumen no Panamá; e (vi) paguei pelo jantar do grupo em um vilarejo no Panamá. Isso tudo em um dia.

Para um banco, essa lista de compras em um cartão de crédito – não registrado em nenhum dos países citados – sem dúvida parece suspeito. Quem começa o dia na cidade mais ao norte do mundo, compra um item caro logo depois num aeroporto de uma capital europeia, por fim e termina no Panamá em um banquete. Sendo que essa rota não tinha acontecido antes?

Sim, é no mínimo estranho. É fato que os bancos não podem acompanhar seus milhões de clientes. Quantos colaboradores seriam necessários? No lugar disso, possuem um sistema automatizado (como o Kaspersky Fraud Prevention (KFP)) que reconhece fraudes automaticamente com alta precisão. Ok, vamos analisar a fundo os detalhes de como o KFP protege seu dinheiro.

Cada cliente do banco tem um modo comportamental: um gráfico matemático que contém o dispositivo (computador, smartphones, tablets), contas de usuários, serviços bancários usados (ex: internet banking), e também as regras para interação entre os padrões de análise. O modelo é pautado em dados anônimos coletados sobre atividades específicas do cliente na internet e no aplicativo bancário. Crucialmente, o sistema não está interessado em transações concretas, montantes envolvidos, faturas, nomes, entre outros – o sigilo bancário se mantém. Ameaças são calculadas baseadas unicamente nos metadados técnicos e análise de ações anônimas.

Essa abordagem permite detecção automática de diferentes tipos de fraudes cibernéticas.

Exemplo 1: o cidadão X utiliza o internet banking no computador de casa. Para a autenticação ele utiliza o token USB fornecido pelo banco. Entretanto, para proteção, instalou um antivírus next-generation baseado em um sistema de inteligência artificial de ponta, certo dia, um Trojan malicioso passa por ele. Esse vírus – se valeu do fato do token ter sido deixado na entrada USB – começa a transferir dinheiro na surdina para fora da conta do Cidadão X. Entretanto, o sistema anti-fraude percebe, detectando o comportamento anômalo rapidamente, bloqueia operações e informa o departamento de segurança do banco.

Painel de controle d0 KFP

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+1 Serviço de Inteligência Empresarial: Apresento nosso novo Raio-X de ciberameaças!

Seres humanos são curiosos. Faz parte de sua natureza buscar respostas para os “porquês” e “comos” a respeito de tudo e qualquer coisa. Isso é duplamente verdade para cibersegurança: entender essas diversas questões acerca de ciberameaças tratam-se dos alicerces sobre os quais a cibersegurança é construída, ou seja, sobre os quais a Kaspersky Lab  se apoia.

A obtenção de respostas para nós reflete esmiuçar um ciberataque em suas partes constituintes, analisar tudo, e se necessário, desenvolver medidas protetivas específicas. É sempre mais interessante tomar essas iniciativas de maneira proativa, baseando-se em erros alheios ao invés de esperar até que sejamos o alvo.

Para lidar com esse desafio temos uma nova solução para empresas. Nessa coleção de ferramentas de ciberprecisão há treinamento de pessoal, serviços de inteligências de segurança capazes de levantar informações detalhadas sobre ataques descobertos, serviços de testes de penetração especializados, auditorias de apps, investigação de incidentes, e mais.

O “mais” aqui inclui nosso novo serviço – KTL (Kaspersky Threat Lookup) – o microscópio para dissecar objetos suspeitos e descobrir sua fonte e rastrear histórico de ciberataques, correlações multivariadas, e graus de perigo para infraestrutura corporativa. Um verdadeiro raio-X de ciberameaças.

Na verdade, todos os nossos usuários possuem a versão “lite” do serviço. O nível de segurança de um arquivo pode ser verificado com nossos produtos domésticos, porém clientes empresariais precisam de uma análise de ameaças mais profundas.

Para começo de conversa, o KTL pode ser usado para verificar arquivos, URLs, endereços de IP e domínios. Pode analisar objetos tendo em mente ataques específicos, bem como consideração de especificidades estatísticas e comportamentais, dados WHOIS/DNS, atributos de arquivos, download chains e outros.

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Perguntas e respostas sobre o sistema operacional da Kaspersky

Lançamos oficialmente nosso próprio sistema operacional seguro para dispositivos de rede, sistemas de controle industrial, e IoT. (Internet das Coisas).

O Sistema Operacional não tem código Linux, é baseado no microkernel que permite aos usuários examinar o código fonte para verificar que não há nada ocorrendo que não tenha sido autorizado

O sistema operacional foi concebido originalmente dia 11 de novembro; e por isso nos referimos a ele como 11-11. Trata-se de um ciclo de desenvolvimento muito longo, sem dúvida: trabalhamos no projeto por 14 anos e até mesmo executamos testes piloto. Agora o sistema operacional está pronto para consumo e disponível para implementação por todas as partes interessadas em diversos cenários.

Eu os pouparei dos detalhes de nerd, mas se você quiser algo mais técnico – veja aqui. Prefiro manter o foco coisas que não abordamos nesse artigo, de modo que responderei algumas perguntas feitas com frequência, além de desmitificar algumas teorias sobre o novo sistema operacional.

Leia em:Perguntas e respostas sobre o sistema operacional da Kaspersky

Um bilhão na nuvem

Recentemente, usuários atentos me parabenizaram por conta de um bilhão de itens na Kaspersky Security Network.

A billion items in Kaspersky Security Network

Antes de mais nada, não se preocupe. Não se trata de um bilhão de coisas que você não quer no seu computador; algo diferente, um pouco mais complicado. Vou começar com algumas  definições básicas.

Leia em:Um bilhão na nuvem

Funções que você não fica sabendo normalmente – edição 2017.

Estamos na missão de salvar o mundo por, vejamos, uns bons 19 anos! Na verdade, bem mais tempo do que isso, mas 19 anos é o tempo que a KL está registrada como empresa no Reino Unido.

Infelizmente, “salvar o mundo” de uma vez por todas simplesmente não é possível: ciberameaças estão em evolução constantemente, com cibercriminosos maquinando novas formas de ataques pelo ambiente digital, o que significa que ele nunca será 100% seguro. Contudo, centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo, em diferentes dispositivos, em diferentes situações de vida, todo dia possuem a possibilidade de proteger sua privacidade e dados, lojas online e banco, proteger seus filhos da imundice digital, pervertidos e engraçadinhos.

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Do nosso lado – aqueles protegendo – existem muitas razões para continuarmos nessa luta diária: cada foto salva de um ransomware, cada site de phishing bloqueado, cada botnet derrubada e cada cibercriminoso enviado para a prisão: cada uma dessas pequenas vitórias significa orgulho e satisfação profissional aos nossos especialistas. Significa que todo o trabalho duro valeu a pena, estamos de fato fazendo algo bom.

Na luta contra a ciber imundice, os ciber pervertidos e os ciber criminosos, temos diversas ferramentas cada vez melhores.

Leia em:Funções que você não fica sabendo normalmente – edição 2017.

O marco geral

Na primavera de 2015, descobrimos o Duqu 2.0 – uma operação altamente profissional de ciberespionagem. Provavelmente com financiamento governamental. Identificamos o empreendimento enquanto conduzíamos os testes beta do Kaspersky Anti Targeted Attack (KATA) – nossa solução para a proteção contra-ataques direcionados como o Duqu 2.0.

Agora, um ano mais tarde, posso proclamar orgulhosamente: Uhul! O produto está oficialmente lançado e pronto para a batalha!

Kaspersky Anti-Targeted Attack Platform Leia em:O marco geral