As 5 maiores tecnologias da Kaspersky que nos levaram ao Global Top-100 de inovação

Conseguimos de novo! Conseguimos de novo! Pela segunda vez, estamos no Derwent Top 100 Global Innovators – uma lista prestigiosa de empresas globais, elaborada com base em seus portfólios de patentes. E quando falo de prestigio é porque na lista estamos lado a lado de empresas como Amazon, Facebook, Google, Microsoft, Oracle, Symantec e Tencent; Além disso, esta seleção não é apenas de empresas aparentemente fortes em termos de patentes: é formada sobre o titânico trabalho analítico da Clarivate Analytics, que avalia mais de 14 mil (!) empresas candidatas em todos os tipos de critérios, dos quais o principal é a taxa de citação, também conhecida como ‘influência’. E como se isso já não fosse difícil o bastante, os requisitos mínimos para inclusão no Top-100 aumentaram, em cinco anos, cerca de 55%:

Explicando de uma maneira detalhada, a taxa de citação é o nível de influência das invenções nas inovações de outras empresas. Para nós, é a frequência com que somos mencionados por outros inventores em suas patentes. E ser mencionado formalmente na patente de outra empresa significa que você surgiu com algo novo e genuinamente inovador e útil, o que ajuda a “algo novo e genuinamente inovador e útil”. É claro que tal sistema estabelecido de reconhecimento de outros inovadores não é um lugar para quem tem meras patentes BS. E é por isso que nenhum deles chega perto deste Top-100. Enquanto isso, nós estamos lá entre as 100 maiores empresas inovadoras globais que realmente impulsionam o progresso tecnológico.

Uau, isso é bom. É como um tapinha nas costas por todo o nosso trabalho árduo: o verdadeiro reconhecimento das contribuições que temos feito. Viva!

Ainda desnorteado (e brilhando!) com tudo isso, e com uma certa curiosidade, fiquei me questionando quais seriam as nossas cinco tecnologias patenteadas que são mais citadas – ou seja, as mais influentes. Então eu dei uma olhada. E aqui está o que eu encontrei…

5º lugar – 160 citações: US8042184B1 – ‘Análise rápida do fluxo de dados quanto à presença de malware’.

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Explorando a Rússia: Turismo ÷ lockdown × Acelerador = 3 vencedores!

No meio da primavera passada, quando estávamos todos presos em casa, ficou claro que as coisas pareciam obscuras para o mundo e permaneceriam assim por muito tempo. As empresas seriam duramente atingidas, para dizer o mínimo, enquanto o setor de turismo sofreria bastante impacto e muitas empresas não passariam pela crise. Então, na K, fizemos o que sempre fazemos: pense seriamente e encontre uma solução para ajudar as indústrias mais impactadas diante do cenário.

No início de maio, anunciei que o acelerador de turismo “Kaspersky Exploring Russia” havia começado a aceitar solicitações. Mas nunca pensei que receberíamos mais de 500, de 47 países (quase um quarto de todos os países do mundo!) Dos cinco continentes (todos, exceto a Antártica!). Ao analisar todas essas propostas, percebi o potencial da indústria do turismo: tantas ideias, startups e projetos. Não impusemos nenhum tipo de limitação geográfica nas propostas: elas poderiam ter vindo, e de fato vieram de diversas partes do mundo, apenas tiveram que apresentar projetos turísticos que deveriam abordar o potencial do turismo russo ou replicáveis na Rússia. Examinamos todos os aplicativos para escolher as 10 principais ideias e essas 10 foram inseridas no programa acelerador.

E por duas semanas, os 10 projetos participaram de master classes e conferências online. Cada equipe teve uma série de reuniões de densevolvimento com mentores. Os principais profissionais do setor compartilharam suas experiências e conhecimentos com os participantes para construir um negócio de sucesso. Alguns nomes que participaram da mentoria foram Vikas Bhola, diretor regional do Booking.com; Gemma Rubio, fundadora da Define the Fine; Vadim Mamontov, CEO da Russia Discovery; e outros profissionais do setor. Durante essas duas semanas, os participantes finalizaram seus projetos e apresentaram ao júri, inclusive para mim.

Na semana passada, os finalistas fizeram as suas apresentações e responderam às nossas perguntas no último dia do proceso de incubação. Entre os participantes, selecionamos três vencedores, que receberam prêmios de nossos parceiros. Vou contar um pouco sobre cada um deles …

O primeiro lugar foi ocupado pelo 360 Stories, um aplicativo de realidade aumentada com visitas guiadas ao vivo. Eles afirmam que sua missão é “modernizar a experiência tradicional do turismo, promovendo passeios interativos ao vivo usando guias em tempo real”. Com o 360 Stories, as pessoas agora podem visitar remotamente suas cidades e atrações favoritas, inscrevendo-se para uma experiência turística personalizada com um guia local em tempo real.

É digno de nota: o 360 Stories quase acabou perdendo, adormeceu e desapareceu! A apresentação foi feita às 5:30 da manhã, horário local de Nova York. No meio da madrugada, o Sr. 360 Stories adormeceu, apesar de ter colocado o despertador. Por fim, ele acordou e ligou para os organizadores para perguntar por que tinha 20 ligações não atendidas no telefone: “Você ganhou! Onde você está?”

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CIBERPASSADO: SEXTA PARTE – Falando com a mídia

Na semana passada, percebi que completei um trimestre inteiro em lockdown / isolamento / quarentena. Três meses em casa, com apenas algumas breves viagens ao escritório deserto, além de todo fim de semana na dacha com a família igualmente isolada. Assim como tem sido para todos, uma existência diária muito extraordinária. Para mim (sem aviões/aeroportos, hotéis, reuniões ou discursos, enfim), poucas viagens.

No entanto, tudo é relativo: em três meses, viajamos mais de 230 milhões de quilômetros (um quarto de uma órbita completa da Terra ao redor do sol)! E isso sem levar em conta o fato de que o próprio Sistema Solar viaja a uma velocidade louca. Uma coisa que não mudou muito desde o início do lockdown são as reuniões de negócios – elas simplesmente foram todas transferidas para o ambiente online. Ah, sim: e todos os nossos negócios em geral estão funcionando como de costume, não afetados por vírus biológicos).

Mas chega de conversa fiada; minhas histórias do ciberpassado; desta vez, entrevistas com jornais, revistas, rádio, TV, além de várias outras apresentações públicas. (Lembrei da minha atividade de “relações com a mídia” ao contar sobre minha semana de entrevistas na CeBIT há muito tempo, outro dia, ao compilar minhas lembranças do CeBIT (Ciberpassado: quarta parte). E acontece que tenho muito a contar sobre experiências interessantes conversando com a mídia e falando em público, e tudo mais (muitas coisas divertidas e incomuns, além de, claro, algumas fotos (brilhantes e polidas) também).

E também tenho todo tipo de histórias com a mídia: de discursos em salas praticamente vazias a estádios lotados! Desde pequenas publicações de mídia locais desconhecidas até conglomerados de nomes de família de mídia global de primeira linha! Desde palestras profissionais nas principais universidades e/ou com públicos especialistas em tecnologia até palestras informais sobre as maravilhas da aritmética em um navio indo para a… Antártica via Passagem de Drake!

Certo. Eu acho que o mais lógico é começar pelo início…

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CIBERPASSADO: QUINTA PARTE – 1996 (O ano em que tudo mudou)

Aqui estamos, com mais histórias do passado e como nossa empresa passou de um começo humilde para o que somos hoje. E essa série  de ciberpassado, criada graças à… quarentena! De outra forma, eu nunca encontraria tempo para tantos meandros de cibermemórias.

Caso você tenha perdido, aqui estão os fascículos anteriores:

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

Beleza. Parte 5: 1996. Verdadeiramente um ano fatídico e divisor de águas…

Primeiramente, na KAMI, onde eu ainda trabalhava, os sócios decidiram se separar. Por isso, a empresa foi dividida em várias organizações independentes. E no ano seguinte – 1997 – também nos separamos.

Em segundo lugar, assinamos um contrato de OEM (fabricante de equipamento original, na sigla em inglês) com a empresa alemã G-Data, para fornecer a eles nossa tecnologia antivírus. Esse contrato durou 12 anos (até 2008!) quando nos tornamos o número 1 no mercado alemão de varejo. Foi assim que aconteceu. Nossa destreza tecnológica original era imparável! Mas o que deveríamos fazer? Enfim, foi a G-Data que nos abordou (não éramos capazes de procurar ativamente parceiros na época), oferecendo Remizov – chefe da KAMI – cooperação, culminando na assinatura do contrato na CeBIT, conforme descrito na Parte 4. E foi assim que nosso negócio de licenças de tecnologia decolou.

Depois dos alemães (em 1995) vieram os finlandeses – F-Secure (em 1996), então conhecidos como Data Fellows. Vou contar sobre como começou nossa cooperação com eles.

Em agosto de 1995, o primeiro vírus de macro apareceu, infectando documentos do Microsoft Word. Desenvolver este tipo de ameaça era muito simples e eles estavam sendo espalhados em uma velocidade alarmante entre muitos usuários desavisados. Isso chamou a atenção de outros criadores de vírus e, muito rapidamente, os vírus de macro se tornaram a maior dor de cabeça para a indústria de antivírus. Detectá-los estava longe de ser fácil, pois o formato de um documento do Word é mais complexo (quem sabia? :). Assim, por vários meses, as empresas de antivírus tentaram vários métodos, até que, no início de 1996, a McAfee (a empresa 🙂 anunciou o método de desmontagem “correto” para o formato de documentos do Word. Essas notícias foram divulgadas por nosso colega Andrey Krukov (que se uniou a nós em 1995) e ele rapidamente apresentou uma solução tecnológica mais elegante e eficaz. Fiz essa notícia correr e logo as empresas começaram a se aproximar de nós com ofertas para comprar nossa tecnologia. Tendo recebido várias dessas ofertas, marcamos um encontro com todas elas em um evento que iria acontecer- a Conferência do Virus Bulletin, em Brighton, Reino Unido, para onde Andrey e eu viajamos no outono de 1996.

Em Brighton, as coisas praticamente não saíram conforme planejadas: nenhuma das reuniões resultou em contratos! Contudo…

Leia em:CIBERPASSADO: QUINTA PARTE – 1996 (O ano em que tudo mudou)

Ciberpassado: quarta parte – CeBIT

Finalmente, o verão chegou. Já era hora! Mas não tenho certeza se é uma bênção como sempre, pois ainda estamos todos sentados em casa trabalhando remotamente. Certamente, houve ‘afrouxamentos’ aqui e ali ao redor do mundo, mas nós aqui na K não temos pressa em… apressar as coisas. Eu acho que isso vale também para outras empresas de TI que trabalharão em casa até o nosso próximo outono, enquanto algumas companhias indicaram que permanecerão em casa até o final do ano. E, é claro, as viagens de negócios ainda estão canceladas, assim como exposições e conferências, Jogos Olímpicos e Festival de Cannes, além de vários outros eventos de grande escala. Alguns países ainda estão com as fronteiras fechadas.

Então sim: todos nós ainda estamos presos, sem sair muito de casa, e ficando um pouco loucos com essa situação. Pelo menos é assim que as coisas estão para muitos, tenho certeza. Há quem aproveite todo o tempo extra e faça uma carga exaustiva de exercícios! Definitivamente não sou desse time, nem totalmente oposto. Às vezes cansado de viver a mesma coisa todos os dias, mas me mantendo ocupado. E isso inclui tirar o pó e vasculhar meus arquivos para desenterrar algumas fotos antigas, que levam a boas lembranças (além de lembretes da rapidez com que o mundo está mudando), o que leva a… meu próximo post sobre o ciberpassado!

Sim, esta série combina cibernostalgia, além de várias informações pessoais e comerciais que aprendi ao longo dessa longa trajetória em cibersegurança, espero que sejam úteis para alguns ou interessantes para outros. Enfim, sigo hoje com a parte quatro, e continuo minhas histórias, iniciadas na parte três, sobre a CeBIT…

CeBIT – nós amávamos demais! Era tudo tão novo e diferente e intenso e…

Leia em:Ciberpassado: quarta parte – CeBIT

Ciberpassado: terceira parte – 1992-199x

Caso você tenha perdido os primeiros posts, este é o terceiro episódio das minhas crônicas do ciberpassado. Já que estou de lockdown como a maioria das pessoas, tenho mais disponibilidade para relembrar a história da Kaspersky no mundo da cibersegurança. Normalmente, eu estaria em aviões, voando daqui para ali a negócios e turismo – o que ocupa a maior parte do meu tempo. Mas como nada disso – pelo menos offline/pessoalmente – é possível no momento, estou aproveitando para manter um fluxo constante de nostalgia pessoal/Kaspersky Lab / ciber-histórico: nesta publicação- do início até meados dos anos 90.

Um erro de digitação que deixa uma marca

No começo de tudo, todas as nossas ferramentas de antivírus eram nomeadas seguindo o modelo “- *.EXE”. Era, por exemplo, ‘-V.EXE’ (scanner antivírus), ‘-D.EXE’ (monitor residente), ‘-U.EXE’ (ferramentas). O prefixo ‘-‘ era usado para garantir que nossos programas estariam no início da lista em um gerenciador de arquivos (um bom geek segue todos os movimentos inteligentes das relações públicas desde o início).

Mais tarde, quando lançamos nosso primeiro produto completo, ele foi chamado de ‘Antiviral Toolkit Pro’. Logicamente, isso deveria ter sido abreviado para ‘ATP’; mas não foi …

Por volta do final de 1993 ou início de 1994, Vesselin Bontchev, que se lembrava de minhas reuniões anteriores (leia mais em Ciberpassado: Primeira Parte – 1989 – 1991), me pediu uma cópia do nosso produto para testar no Centro de Testes de Vírus da Universidade de Hamburgo, onde trabalhava na época. Obviamente, agradeci e, enquanto zipava os arquivos, acidentalmente o nomeei como AVP.ZIP (em vez de ATP.ZIP) e, em seguida, fiz o envio para Vesselin. Algum tempo depois, Vesselin me pediu permissão para colocar o arquivo em um servidor FTP (para que ele estivesse disponível publicamente), e obviamente aceite. Uma ou duas semanas depois, ele me disse: ‘Seu AVP está se tornando realmente popular no FTP!’

‘Qual AVP?’, perguntei.

‘Como assim, qual AVP? Aquele que você me enviou, claro!’

‘O QUE?! Por favor, troque o nome do arquivo – foi um erro!’

‘Já era. Já está publicado – e conhecido como AVP!’

E foi assim: ficamos conhecidos como AVP! Por sorte, conseguimos mais ou menos improvisar – Anti-Viral toolkit Pro. Mas, como eu disse, só mais ou menos. Bom, já que foi assim: todos as nossas ferramentas foram renomeadas deixando o prefixo ‘-‘ e adicionando AVP no lugar – e essa nomenclatura é usada até hoje em alguns de nossos módulos.

Primeira viagem de negócios – para o evento CeBIT na Alemanha

Em 1992, Alexey Remizov – meu chefe na KAMI, onde trabalhei pela primeira vez – me ajudou a obter meu primeiro passaporte de viagem ao exterior e me levou para a exposição CeBIT em Hannover, na Alemanha. Fizemos uma posição modesta, compartilhada com algumas outras empresas russas. Nossa mesa estava parcialmente coberta com a tecnologia de computadores KAMI, e na outra parte estavam nossas ofertas de antivírus. Fomos recompensados ​​com alguns poucos novos negócios, mas nada extraordinário. Mesmo assim, foi uma viagem muito útil…

Nossa sensação de participar do evento CeBIT como expositor naquela época, foi como se estivéssemos vivendo um sonho. Era tão grande! E fazia pouco tempo da reunificação da Alemanha, então, para nós, era tudo muito no estilo Alemanha Ocidental – o capitalismo informático estava em polvorosa. De fato, era um grande choque cultural (seguido de um segundo choque cultural quando chegamos de volta a Moscou – falamos disso mais tarde).

Frente a magnitude do CeBIT, nosso pequeno stand compartilhado quase não foi notado. Ainda assim, foi o proverbial ‘pé na porta’ ou ‘o primeiro passo é o mais difícil’ ou algo parecido. Por isso repetimos a visita ao CeBIT, quatro anos depois – o tempo para começar a construir nossa rede de parceiros europeus (e depois globais). Mas esse é um tópico para outro dia outra publicação (acho que pode ser interessante, especialmente para as pessoas que começam suas longas jornadas de negócios).

Aliás, até então, eu entendi que nosso projeto precisava muito de pelo menos algum tipo de suporte de relações públicas/marketing. Mas como não tínhamos dinheiro, e os jornalistas nunca tinham ouvido falar de nós, foi difícil conseguir esse apoio. Ainda assim, como resultado direto de nossa primeira viagem ao CeBIT, conseguimos uma matéria escrita sobre nós na revista russa de tecnologia ComputerPress em maio de 1992: relações públicas por conta própria!

Fee-fi-fo-fum, sinto os dólares dos ingleses!

Minha segunda viagem de negócios foi em junho/julho daquele mesmo ano – para o Reino Unido. O resultado dessa viagem foi outro artigo, desta vez no Virus Bulletin, intitulado Os Russos estão chegando, que foi nossa primeira publicação estrangeira. Aliás, no artigo são mencionados ’18 programadores’. Provavelmente havia 18 pessoas trabalhando na KAMI em geral, mas em nosso departamento de antivírus, éramos apenas nós três.

Londres, junho de 1992

Leia em:Ciberpassado: terceira parte – 1992-199x

Ciberameaças no mundo durante a pandemia

Entre as perguntas mais comuns que tenho recebido durante esses tempos difíceis, uma que se destaca é sobre a situação das ciberameaças devido à pandemia. Como a segurança online foi afetada de modo geral pelo grande número de pessoas trabalhando remotamente (ou não trabalhando, para aqueles desafortunados, mas também para aqueles que estão em casa o tempo todo). E, mais especificamente, quais novos golpes os criminosos estão cometendo, e o que devemos fazer para ficar protegidos?

Pois bem, vou resumir tudo isso neste post…

Como sempre, criminosos – incluindo cibercriminosos – monitoram de perto e se adaptam às condições atuais para que possam maximizar suas fontes de rendas ilegais. Então, quando a maior parte do mundo muda de repente muda para um regime no qual ficar em casa é o padrão quase o tempo inteiro (trabalho, entretenimento, compras, interações sociais, tudo de casa), os cibercriminosos se adaptam ao ambiente e mudam de táticas.

Agora, para os cibercriminosos, a coisa mais importante que eles perceberam é que quase todo mundo em lockdown aumentou muito o tempo gasto na internet. E isso significa uma “área de ataque” maior para seus atos maliciosos.

Em particular, muitas pessoas estão agora de home office, infelizmente, sem soluções de segurança confiáveis e de qualidade fornecidas pelos empregadores. Isso quer dizer que existem mais oportunidades para que cibercriminosos ataquem as redes corporativas que os empregados se conectam, levando a potenciais lucros volumosos para os bandidos.

Então, é claro, esses caras estão indo atrás desses lucros volumosos. Nós vemos essa evidência pelo aumento acentuado de ataques de força bruta em bases de dados de servidores e de acesso remoto (RDP, na sigla em inglês), tecnologia que permitem que um empregado tenha acesso integral ao seu computador corporativo – como arquivos, área de trabalho, tudo – remotamente, ou seja, de casa.

Leia em:Ciberameaças no mundo durante a pandemia

Ciberpassado: segunda parte – 1991-1992

Aqui estou eu, para continuar com as minhas histórias da pré-história da cibersegurança. Você já viu a primeira parte – sobre quando eu peguei meu primeiro vírus, sobre nossa primeira ferramenta antivírus e sobre quando eu decidi fazer isso sozinho para me tornar um membro de uma profissão que realmente não existia naquela época (como analista antivírus freelancer)..

Então, depois de algumas semanas como freelancer – que foi basicamente uma semana sem muita coisa para fazer, já que eu não tinha conseguido encontrar clientes –decidi que precisava conseguir um emprego regular em uma empresa novamente. Então organizei uma espécie de “concurso” entre três empresas privadas que haviam me oferecido trabalho.

Uma delas (KAMI) merece um post separado, então aqui eu vou falar só das principais características. Era uma empresa de importação e de exportação (e de várias outras coisas) bastante grande e multifacetada, possuía um departamento de computação que eventualmente acabou saindo da KAMI e se tornou independente. O chefe era Alexey Remizov, um grande cara que acreditou em mim e me apoiou por muitos anos.

Mas vamos voltar ao concurso. Enquanto duas empresas me disseram algo como: “Claro, venha na próxima semana e vamos discutir uma proposta”, Alexey sugeriu que eu fosse ao seu escritório na manhã seguinte e no dia seguinte ele estava me mostrando onde estava minha mesa e onde meu computador estava, até dando um adiantamento como estímulo, decidindo sobre um título para o meu ‘departamento’ – o ‘Departamento de Antivírus’ (ou algo parecido) e me fornecendo dois funcionários.

Minha primeira tarefa foi… demitir os dois funcionários! Eles simplesmente não eram os profissionais certos. E eu gerenciei essa primeira tarefa de um jeito ok – sem histeria, sem conflitos: acho que eles concordaram comigo que não eram o as peças que encaixariam ali.

Agora, um pouco mais sobre a KAMI (lembre-se: era 1991)…

O departamento de informática da KAMI era formado por cerca de duas dúzias de pessoas. Mas não havia literalmente dinheiro para gastar em computadores! Portanto, o capital inicial veio da venda de calçados importados da Índia, biscoitos de chocolate, fabricação de um sistema de alarme de carro e sistemas de codificação de sinais de TV (para TV paga). Os únicos projetos de computador TI reais eram meu departamento de antivírus e também um departamento de transputer, que foram os de maior sucesso da KAMI no período.

O que mais consigo me lembrar daquela época?

Na verdade, não era um bom negócio, já que eu estava ocupado trabalhando de 12 a 14 horas por dia: eu não tinha tempo de me atualizar sobre outras coisas, incluindo política. Mas ainda assim, como posso dizer…

Alugamos nosso primeiro escritório em um… jardim de infância (!) em Strogino, um subúrbio do noroeste de Moscou. Mais tarde, nos mudamos para algumas instalações no Museu Politécnico, depois para a Universidade Estadual de Moscou, seguido para um instituto de pesquisa e depois em outro. Costumávamos brincar: no começo nossa empresa passou por todos os níveis – além do ensino médio).

Nosso primeiro “escritório” em Strogino

Leia em:Ciberpassado: segunda parte – 1991-1992

Estamos no mesmo barco – permaneçam em home office

Oi, pessoal.

 

Vocês sabem que normalmente eu escrevo sobre coisas divertidas como fatos interessantes sobre as minhas viagens, mas hoje eu realmente preciso trazer uma assunto para discussão. Não fazer isso, seria como… não perceber o enorme elefante (verde) na sala. E isso não é nada do nosso feitio.

Em resumo o que eu quero dizer é:

A empresa que coincidentemente tem o mesmo nome que eu, agora está trabalhando quase completamente de home office. Não que isso impacte de forma negativa qualquer coisa – todos os processos funcionam normalmente, como sempre, continuamos perseguindo e capturando os piores cibercriminosos, nossos produtos em todo o mundo em computadores domésticos e comerciais oferecem proteção 24 horas. Como sempre, e as atualizações são enviadas com a maior regularidade possível. Em outras palavras, seguimos a pleno vapor, apenas … com uma diferença).

Para ser sincero, não esperava que as coisas fossem tão suaves. Fiquei agradavelmente surpreso com o fato de que mais de 4.000 de nossos K-people em todo o mundo foram capazes de se adaptarem a uma mudança rápida e quase indolor do trabalho no escritório para o home office, desempenhando suas responsabilidade com uma produtividade  crescente. Portanto, para todos os nossos K´ers, mas especialmente para o pessoal de TI, P&D e RH, Parabéns e todo reconhecimento!

É claro que houve e ainda existem algumas dificuldades aqui e ali, principalmente de natureza psicológica: nossas equipes acostumam a trabalhar remotamente. Nem todo mundo foi capaz de mudar para esse formato de trabalho incomum facilmente. Trabalhar em casa todos os dias (se você nunca fez isso antes) significa rotinas e planos diários totalmente novos que requerem um certo período de adaptação, especialmente se houver crianças e / ou animais de estimação em casa (na verdade, que ficavam o dia todo em casa sozinhos. Tenho certeza de que também houve um período para se acostumarem ). Diante desse cenário, temos compartilhado experiências e pontos de vista sobre como gerenciar melhor esta nova realidade em nossos blogs. Dê uma olhada: quase todos os dias, há novas postagens interessantes, úteis e inesperadas que você deve ler.

Você pode estar se questionando como eu consegui me adaptar a esse “novo” tipo de trabalho remoto.

Bem, na verdade, não é novidade para mim. Trabalho remotamente nos últimos 15 anos quase tanto quanto no escritório, pois quase metade dos meses de trabalho é investidados em viagens de negócios. O que há de novo para mim é certa mágica técnica que torna o “teletrabalho” muito mais conveniente e interessante; por exemplo, videoconferência. Isso nunca me incomodou antes, pois sempre havia a possibilidade de me encontrar pessoalmente com clientes, parceiros, jornalistas, ministros, astros do rock etc. Então, pelo menos, é positivo, pelo menos para mim, sair dessa terrível situação de vírus e acidentes. Agora, comecei a participar das transmissões online ao vivo semanais, viabilizada por nossa gerência sênior, na qual atualizamos todos os K-people sobre a situação em desenvolvimento e respondemos suas perguntas. Na semana passada, participei de duas transmissões online:

Então, sim: apesar de tudo, tudo está bem. A passagem para a nova realidade diária foi concluída. Sintam-se todos em casa!

Desejamos a você toda a saúde do mundo, esperamos que você continue a agir com sabedoria, dada a atual situação extraordinária e sem precedentes, e a usar o seu tempo isolado em casa da melhor maneira possível: tempo para tirar o pó desses projetos na prateleira dos dias chuvosos e continue com eles!…

PS: Este post faz parte da busca criptográfica em minhas contas de mídia social. O que? Bem, isso é apenas um teaser; Eu não vou dizer mais nada. Ok, vou dizer mais – mas apenas duas palavras: segredo shamir. Vamos lá – com a missão!