Cybersoft IP versus K: mais uma vitória contra os trolls de patentes

Apesar desses tempos difíceis, continuamos trabalhando para salvar o mundo de todos os tipos de cibermalícia. Portanto, não vamos ficar calados ->

Olá a todos!

Leitores regulares deste blog devem ter notado como faz muito tempo desde a última vez que a tag de trolls de patentes foi usada por aqui (o último post foi sobre nossa vitória contra a Uniloc, em março de 2020 – sim, enquanto os lockdowns em todo o mundo estavam entrando em cena pela primeira vez). Bem, aqui, hoje – hora de colocar em dias o assunto dos trolls de patentes. E graças a Deus, é uma boa notícia – algo que é ainda mais valioso nos dias de hoje…

Recentemente, chegamos ao fim de um ano de processos judiciais com o troll de patentes dos EUA, Cybersoft IP, LLC. Então isso é uma boa notícia. A notícia ainda melhor: vencemos!

Então, o que esse troll em particular queria? Qual era a sua alegação contra nós?

Bem, o troll entrou com uma ação contra nós em abril de 2021 no Tribunal Distrital de Massachusetts. Nela, questionou nosso maravilhoso Kaspersky Secure Mail Gateway, alegando que ele infringiu sua patente (US6763467B1) cobrindo um ‘método e sistema de interceptação de tráfego de rede’ (especificamente, tecnologia de segurança de rede que verifica dados transferidos por meio de uma rede – em particular, em e-mails e seus anexos – no dispositivo de um usuário).

A patente é para um método conduzido dentro de um único sistema de computador conectado a uma rede para interceptar, examinar e controlar todos os dados – sem exceções – que fluem através de conexões de transporte entre a camada de transporte de um sistema operacional e aplicativos de usuário, onde os dados interceptados são verificados para ver se podem ser checados quanto a conteúdo indesejado.

Basicamente, a patente se refere a algo parecido com um firewall pessoal no dispositivo do computador de um usuário que intercepta e varre os dados da rede. A descrição da patente, sua reivindicação e também suas figuras [diagramas] confirmam isso claramente. O problema é que essa tecnologia de filtragem de tráfego de rede instalada no dispositivo de um usuário não é apenas uma tecnologia bem conhecida e amplamente usada – também está disponível no setor de segurança cibernética há anos.

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Nossas patentes de 2021: a maioria das patentes dos EUA e muitas mais em todo o mundo

Olá, amigos!

Hoje eu tenho que compartilhar com vocês esta boa,  ou deveria dizer, notícias maravilhosas: conquistamos a maior quantidade de patentes que qualquer empresa de origem russa nos Estados Unidos durante 2021!  Além disso, superamos as estatísticas, uma vez que no último ano houve uma queda de 7,5% no número de patentes registradas no país.

“Na análise anual de classificação de patentes publicada pela IFI Claims Direct, a Kaspersky foi indicada como a principal empresa de patentes russa nos EUA com 43 patentes publicadas em 2021. Ao longo de sua história, a empresa recebeu 412 patentes somente nos Estados Unidos, com mais de 1200 em todo o mundo, incluindo Rússia, União Europeia, China e Japão.”

//A propósito: Apesar da queda geral no número de patentes emitidas no ano passado, as emitidas por machine learning e computação quântica aumentaram.  Este é apenas um lembrete dos rumos que o mundo atual está indo, no caso de você não estar ciente.

Agradeço muito toda a equipe do nosso departamento de Propriedade Intelectual que trabalha duro, com inteligência e altas taxas de sucesso (lembra-se das vitórias sobre trolls de patentes  e contra o monopólio da Microsoft e da Apple. Eu também tenho que destacar o trabalho dos nossos desenvolvedores ao criar soluções pioneiras e percursoras no mundo; e não é exagero, pois nossas tecnologias recebem melhores pontuações em testes independentes do que qualquer outro.  Isso!

Essa excelente notícia sobre nossas patentes me levou a refletir: por que não damos uma olhada no sucesso de nossas patentes durante 2021?  Mas não apenas focando na quantidade, mas também no o que, onde, como e quando.  Por que não? Afinal, meus artigos de blog sobre patentes foram muito populares no passado.  Além disso, também seria um bom complemento para a minha análise de 2021.

Ok, vamos começar!

Durante 2021, conquistamos 137 patentes e solicitamos outras 76. Isso totaliza 1240 patentes e 392 pedidos. Aqui estão os dados adicionados ao nosso gráfico de histórico de patentes:

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Nossa história de rebranding e como Midori Kuma quase se tornou nosso logotipo.

O início de junho de 2019 foi tranquilo e nada especial no início de junho. O mundo girava em torno do Sol, restavam 19 dias até o verão astronômico, ‘Corona’ significava uma cerveja mexicana e ‘covid’ não significava absolutamente nada para ninguém. Em suma, era a vida como a conhecíamos antes da pandemia: e todos podiam fazer muito mais do que podem hoje …

Enquanto isso, para a Kompania, tínhamos nossos próprios horários e prazos, tudo corria bem. E no início de junho, 25 meses atrás, nossa programação foi significativamente alterada: foi quando nosso grande rebranding estava ocorrendo. Chegou a hora de nos despedirmos do antigo estilo Korporativo (em termos de logotipo, além de um monte de outras coisas, incluindo as fontes e outros estilos e cores e imagens, e sei lá), que, apenas com alguns ajustes ao longo dos anos, estava conosco há 22 anos! Adeus ao antigo e ao novo – uma reinicialização, um upgrade, um Porsche, um rejuvenescimento, uma mudança de imagem; tempo para algo diferente, mais alinhado com os tempos e também mais polido; pelo menos foi o que me disseram (brincadeirinha). Não, na verdade – era para nos dar um novo estilo corporativo para refletir com mais precisão o próximo estágio de desenvolvimento da empresa – um estágio ambicioso, mas confiante, e certamente futurista devido ao nosso setor (ciber [a segurança disso]).

Mas onde outros mudaram seu logotipo (um pouquinho!) e estavam prontos, nós tínhamos muito mais planos em estoque. Na verdade, um rebranding completo é um processo longo e complexo de ajustes que aperfeiçoam todos os aspectos da identidade e da vida da empresa, incluindo não apenas nossa aparência externa, mas também a maneira como interagimos com o público, estilo de comunicação e muitos outros pontos.

Então sim; a postagem de hoje é sobre rebranding. Agora, alguns detalhes …

O trabalho em nossa grande reformulação da marca começou em 2018. Há algum tempo sabíamos que nosso bom e velho logotipo / marca e mensagens eram mais voltadas para o final dos anos 90 / início dos anos 2000 do que 2019. Durante anos, percebemos uma certa dissonância entre as nossas tecnologias / produtos – que sempre foram verdadeiramente de vanguarda – e a imagem da empresa perante os nossos usuários. Por vários anos, já não éramos “apenas uma empresa de antivírus”, mas um desenvolvedor de soluções de cibersegurança de amplo espectro. Mesmo assim, nosso logotipo era bastante antigo, com suas letras pseudo-gregas. Era como se estivesse ancorando a empresa ao passado – aos tempos do disquete há muito esquecidos.

Por quase um ano, nós discutimos, pensamos, comparamos, imaginamos, ponderamos, discutimos, argumentamos, consultamos, concordamos e depois discordamos, consideramos, debatemos, deliberamos … tudo para encontrar o ajuste perfeito para nosso novo rosto. Uma estimativa conservadora do número de variantes do logotipo que nossa equipe de design apresentou dá pelo menos… 300! Em seguida, as duas versões finais do candidato escolhido foram vetadas por moi. Não porque eu estava sendo obstinado, mas porque eu estava sendo super obstinado simplesmente não vi, mesmo nos poucos protótipos finais, um que ressoasse 100% com os objetivos e valores da empresa.

Ah, e aqui estão as versões rejeitadas! ->
Alguns curiosos quase-acertos ocorreram durante o ano de debate…
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Zen e a Arte de manter o contato com sócios

Justamente no momento em que as coisas pareciam estar no processo de retomada, uma segunda onda do vírus assola o mundo de novo. Em Moscou, as autoridades estão pressionando suavemente (pelo menos por agora) as empresas a manterem seus trabalhadores em casa, as escolas estão se preparando para voltar às aulas no Zoom novamente e nossa sede ainda está praticamente vazia (especialmente no âmbito de  P&D). Portanto, parece que não vamos sair dessa e que, quando o fizermos, continuaremos com máscaras e luvas, mantendo o distanciamento social e o apertar de mãos será substiuído por um simples aceno de cabeça, pelo menos no outono e inverno. Hmm: o que é melhor: COVID durante o verão ou durante o inverno? Complicado, certo? Bem, é melhor eu não me alongar nesse tópico porque é pouco produtivo.

“Um dia olharemos para 2020 e dificilmente acreditaremos no que aconteceu!” É provável. É mais, espero. Não?…

Ficamos surpresos com a rapidez  que o mundo inteiro “virou de cabeça para baixo” o e todos os terríveis efeitos na humanidade. Porém, como sempre sou daqueles que vêem o copo meio cheio em vez de meio vazio, hoje irei me concentrar em alguns dos aspectos positivos que surgiram durante a pandemia, pelo menos do ponto de vista de uma empresa como a nossa. Por exemplo, as novas habilidades e capacidades que tivemos que desenvolver enquanto trabalhamos em casa e com fronteiras fechadas sendo uma empresa internacional. Há sete meses ninguém voa para quase nenhum lugar, nossos escritórios estão quase vazios e não conseguimos realizar nossas conferências e jantares, nem interagir pessoalmente com nossos parceiros e clientes. Mesmo assim, a empresa segue forte e tão bem que, de fato, metas estão sendo superadas! Mas como? Te digo…

1. P&D. Praticamente todo mundo trabalha em casa! E trabalhando melhor do que antes, a julgar por (i) a introdução mais rápida de novos recursos em nossos produtos, (ii) a maior velocidade de retrabalho de código e (iii) a eficiência de nosso desenvolvimento, crescimento estimado de 15% . Opa! Basta dar uma olhada nos anúncios de nossos novos produtos, especialmente os de sistemas de controle industrial e empresarial. Alguns membros da equipe K (não muitos) estão de volta ao escritório, especialmente porque a ‘economia digital’ ainda não é totalmente digital – muitos formulários e documentos ainda precisam de assinaturas manuais, infelizmente. Caso contrário, todos seguiriam totalmente de casa!

2. Todos os especialistas da equipe GReAT  estão trabalhando remotamente, graças a nossa IA inteligência HuMachine , que detecta automaticamente 99,999% do malware que coletamos diariamente; isto é, muitos arquivos suspeitos que recebemos de todos os tipos de fontes diferentes, mas principalmente de nosso KSN baseado em nuvem; então, um grande obrigado a todos os nossos usuários que estão conectados à nossa infraestrutura de cloud! Com sua ajuda, colaboramos estreitamente com nossos usuários para criar soluções de cibersegurança realmente robustas frente aos ataques atuais. Além disso, fazemos isso constantemente, automaticamente e online.

A propósito: a cada dia nosso processamento é de literalmente milhões de arquivos (de todos os tipos, incluindo muito lixo), dos quais selecionamos cerca de 400.000 (quatrocentos mil!) novos programas maliciosos diariamente. Todos os dias! Ainda hoje! E dadas as condições de quarentena de um vírus biológico em todo o mundo, é um bom trabalho detectá-los, já que a maioria de nós passa muito mais tempo online do que há um ano.

3. Interação com sócios e clientes. Isso é o mais interessante. Com orgulho por nossa empresa e nossa equipe K, posso anunciar que conseguimos ver as oportunidades do período atual do coronavírus e a nosso favor! Não apenas aprendemos a trabalhar de forma eficaz com nossos parceiros e clientes online, mas conseguimos fazer esse trabalho ainda melhor do que antes. Assim, não apenas salvamos o mundo das ciberpandemias, mas também lutamos contra o mal.)

Agora fazemos quase tudo online: reuniões, debates, treinamentos, apresentações, incluindo instalação e manutenção remota de nossos produtos, inclusive nossa linha industrial. Eu poderia dizer que tivemos sucesso nesta área ou, como Tina Turner cantou uma vez, somos “simplesmente os melhores”, mas não vou: não quero atrair energia ruim para nossos sucessos online! E como um exemplo prático de nossa conectividade, deixe-me dizer algo sobre nossa conferência anual para distribuidores na Rússia e nos países de língua russa da União Soviética.

// Curta anedota: Nossa primeira conferência para distribuidores russos foi realizada em 2007 perto de Moscou. Desde então, as conferências têm “alçado novos voos” , ocorrendo em: Montenegro, Jordânia, Geórgia, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Omã … Sempre foi ótimo e elas foram realizadas em ambientes divertidos e calorosos. Agora, é claro, não podemos visitar lugares tão ensolarados no exterior. Por isso decidimos realizar o evento em Moscou e transformá-lo em uma conferência “híbrida” online-offline (semelhante à que tivemos em setembro em Sochi).

Essa é a receita para preparar uma conferência de negócios (neste caso, para nossos distribuidores, mas pode ser usada para outras conferências e programas) no tempo do COVID-19. Ingredientes:

  • Um número mínimo de participantes fisicamente presentes.
  • O máximo de informações.
  • Trabalho em equipe.
  • Uma equipa técnica profissional (gravação, etc.) encarregada das emissões online.
  • Midori Kuma!

Objetivos:

  • Busque uma composição variável dos seus clientes. Convide um bom número online.
  • Transmitir a mensagem de que o trabalho remoto devido ao coronavírus não teve um impacto negativo no negócio, mas nos fez aprender a operar em novas condições e alcançar maior eficiência.
  • Envolvendo nossos parceiros e distribuidores com algo novo e útil que possa ajudá-los (a) a desenvolver seu próprio negócio e (b) fornecer a seus clientes serviços de melhor qualidade. Basicamente, como um “talk show” para uma audiência de massa.

Aí está: a receita do sucesso. Espera. Esqueci de uma coisa. Oh sim: fotos!

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As 5 maiores tecnologias da Kaspersky que nos levaram ao Global Top-100 de inovação

Conseguimos de novo! Conseguimos de novo! Pela segunda vez, estamos no Derwent Top 100 Global Innovators – uma lista prestigiosa de empresas globais, elaborada com base em seus portfólios de patentes. E quando falo de prestigio é porque na lista estamos lado a lado de empresas como Amazon, Facebook, Google, Microsoft, Oracle, Symantec e Tencent; Além disso, esta seleção não é apenas de empresas aparentemente fortes em termos de patentes: é formada sobre o titânico trabalho analítico da Clarivate Analytics, que avalia mais de 14 mil (!) empresas candidatas em todos os tipos de critérios, dos quais o principal é a taxa de citação, também conhecida como ‘influência’. E como se isso já não fosse difícil o bastante, os requisitos mínimos para inclusão no Top-100 aumentaram, em cinco anos, cerca de 55%:

Explicando de uma maneira detalhada, a taxa de citação é o nível de influência das invenções nas inovações de outras empresas. Para nós, é a frequência com que somos mencionados por outros inventores em suas patentes. E ser mencionado formalmente na patente de outra empresa significa que você surgiu com algo novo e genuinamente inovador e útil, o que ajuda a “algo novo e genuinamente inovador e útil”. É claro que tal sistema estabelecido de reconhecimento de outros inovadores não é um lugar para quem tem meras patentes BS. E é por isso que nenhum deles chega perto deste Top-100. Enquanto isso, nós estamos lá entre as 100 maiores empresas inovadoras globais que realmente impulsionam o progresso tecnológico.

Uau, isso é bom. É como um tapinha nas costas por todo o nosso trabalho árduo: o verdadeiro reconhecimento das contribuições que temos feito. Viva!

Ainda desnorteado (e brilhando!) com tudo isso, e com uma certa curiosidade, fiquei me questionando quais seriam as nossas cinco tecnologias patenteadas que são mais citadas – ou seja, as mais influentes. Então eu dei uma olhada. E aqui está o que eu encontrei…

5º lugar – 160 citações: US8042184B1 – ‘Análise rápida do fluxo de dados quanto à presença de malware’.

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Explorando a Rússia: Turismo ÷ lockdown × Acelerador = 3 vencedores!

No meio da primavera passada, quando estávamos todos presos em casa, ficou claro que as coisas pareciam obscuras para o mundo e permaneceriam assim por muito tempo. As empresas seriam duramente atingidas, para dizer o mínimo, enquanto o setor de turismo sofreria bastante impacto e muitas empresas não passariam pela crise. Então, na K, fizemos o que sempre fazemos: pense seriamente e encontre uma solução para ajudar as indústrias mais impactadas diante do cenário.

No início de maio, anunciei que o acelerador de turismo “Kaspersky Exploring Russia” havia começado a aceitar solicitações. Mas nunca pensei que receberíamos mais de 500, de 47 países (quase um quarto de todos os países do mundo!) Dos cinco continentes (todos, exceto a Antártica!). Ao analisar todas essas propostas, percebi o potencial da indústria do turismo: tantas ideias, startups e projetos. Não impusemos nenhum tipo de limitação geográfica nas propostas: elas poderiam ter vindo, e de fato vieram de diversas partes do mundo, apenas tiveram que apresentar projetos turísticos que deveriam abordar o potencial do turismo russo ou replicáveis na Rússia. Examinamos todos os aplicativos para escolher as 10 principais ideias e essas 10 foram inseridas no programa acelerador.

E por duas semanas, os 10 projetos participaram de master classes e conferências online. Cada equipe teve uma série de reuniões de densevolvimento com mentores. Os principais profissionais do setor compartilharam suas experiências e conhecimentos com os participantes para construir um negócio de sucesso. Alguns nomes que participaram da mentoria foram Vikas Bhola, diretor regional do Booking.com; Gemma Rubio, fundadora da Define the Fine; Vadim Mamontov, CEO da Russia Discovery; e outros profissionais do setor. Durante essas duas semanas, os participantes finalizaram seus projetos e apresentaram ao júri, inclusive para mim.

Na semana passada, os finalistas fizeram as suas apresentações e responderam às nossas perguntas no último dia do proceso de incubação. Entre os participantes, selecionamos três vencedores, que receberam prêmios de nossos parceiros. Vou contar um pouco sobre cada um deles …

O primeiro lugar foi ocupado pelo 360 Stories, um aplicativo de realidade aumentada com visitas guiadas ao vivo. Eles afirmam que sua missão é “modernizar a experiência tradicional do turismo, promovendo passeios interativos ao vivo usando guias em tempo real”. Com o 360 Stories, as pessoas agora podem visitar remotamente suas cidades e atrações favoritas, inscrevendo-se para uma experiência turística personalizada com um guia local em tempo real.

É digno de nota: o 360 Stories quase acabou perdendo, adormeceu e desapareceu! A apresentação foi feita às 5:30 da manhã, horário local de Nova York. No meio da madrugada, o Sr. 360 Stories adormeceu, apesar de ter colocado o despertador. Por fim, ele acordou e ligou para os organizadores para perguntar por que tinha 20 ligações não atendidas no telefone: “Você ganhou! Onde você está?”

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CIBERPASSADO: SEXTA PARTE – Falando com a mídia

Na semana passada, percebi que completei um trimestre inteiro em lockdown / isolamento / quarentena. Três meses em casa, com apenas algumas breves viagens ao escritório deserto, além de todo fim de semana na dacha com a família igualmente isolada. Assim como tem sido para todos, uma existência diária muito extraordinária. Para mim (sem aviões/aeroportos, hotéis, reuniões ou discursos, enfim), poucas viagens.

No entanto, tudo é relativo: em três meses, viajamos mais de 230 milhões de quilômetros (um quarto de uma órbita completa da Terra ao redor do sol)! E isso sem levar em conta o fato de que o próprio Sistema Solar viaja a uma velocidade louca. Uma coisa que não mudou muito desde o início do lockdown são as reuniões de negócios – elas simplesmente foram todas transferidas para o ambiente online. Ah, sim: e todos os nossos negócios em geral estão funcionando como de costume, não afetados por vírus biológicos).

Mas chega de conversa fiada; minhas histórias do ciberpassado; desta vez, entrevistas com jornais, revistas, rádio, TV, além de várias outras apresentações públicas. (Lembrei da minha atividade de “relações com a mídia” ao contar sobre minha semana de entrevistas na CeBIT há muito tempo, outro dia, ao compilar minhas lembranças do CeBIT (Ciberpassado: quarta parte). E acontece que tenho muito a contar sobre experiências interessantes conversando com a mídia e falando em público, e tudo mais (muitas coisas divertidas e incomuns, além de, claro, algumas fotos (brilhantes e polidas) também).

E também tenho todo tipo de histórias com a mídia: de discursos em salas praticamente vazias a estádios lotados! Desde pequenas publicações de mídia locais desconhecidas até conglomerados de nomes de família de mídia global de primeira linha! Desde palestras profissionais nas principais universidades e/ou com públicos especialistas em tecnologia até palestras informais sobre as maravilhas da aritmética em um navio indo para a… Antártica via Passagem de Drake!

Certo. Eu acho que o mais lógico é começar pelo início…

Leia em:CIBERPASSADO: SEXTA PARTE – Falando com a mídia

CIBERPASSADO: QUINTA PARTE – 1996 (O ano em que tudo mudou)

Aqui estamos, com mais histórias do passado e como nossa empresa passou de um começo humilde para o que somos hoje. E essa série  de ciberpassado, criada graças à… quarentena! De outra forma, eu nunca encontraria tempo para tantos meandros de cibermemórias.

Caso você tenha perdido, aqui estão os fascículos anteriores:

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

Beleza. Parte 5: 1996. Verdadeiramente um ano fatídico e divisor de águas…

Primeiramente, na KAMI, onde eu ainda trabalhava, os sócios decidiram se separar. Por isso, a empresa foi dividida em várias organizações independentes. E no ano seguinte – 1997 – também nos separamos.

Em segundo lugar, assinamos um contrato de OEM (fabricante de equipamento original, na sigla em inglês) com a empresa alemã G-Data, para fornecer a eles nossa tecnologia antivírus. Esse contrato durou 12 anos (até 2008!) quando nos tornamos o número 1 no mercado alemão de varejo. Foi assim que aconteceu. Nossa destreza tecnológica original era imparável! Mas o que deveríamos fazer? Enfim, foi a G-Data que nos abordou (não éramos capazes de procurar ativamente parceiros na época), oferecendo Remizov – chefe da KAMI – cooperação, culminando na assinatura do contrato na CeBIT, conforme descrito na Parte 4. E foi assim que nosso negócio de licenças de tecnologia decolou.

Depois dos alemães (em 1995) vieram os finlandeses – F-Secure (em 1996), então conhecidos como Data Fellows. Vou contar sobre como começou nossa cooperação com eles.

Em agosto de 1995, o primeiro vírus de macro apareceu, infectando documentos do Microsoft Word. Desenvolver este tipo de ameaça era muito simples e eles estavam sendo espalhados em uma velocidade alarmante entre muitos usuários desavisados. Isso chamou a atenção de outros criadores de vírus e, muito rapidamente, os vírus de macro se tornaram a maior dor de cabeça para a indústria de antivírus. Detectá-los estava longe de ser fácil, pois o formato de um documento do Word é mais complexo (quem sabia? :). Assim, por vários meses, as empresas de antivírus tentaram vários métodos, até que, no início de 1996, a McAfee (a empresa 🙂 anunciou o método de desmontagem “correto” para o formato de documentos do Word. Essas notícias foram divulgadas por nosso colega Andrey Krukov (que se uniou a nós em 1995) e ele rapidamente apresentou uma solução tecnológica mais elegante e eficaz. Fiz essa notícia correr e logo as empresas começaram a se aproximar de nós com ofertas para comprar nossa tecnologia. Tendo recebido várias dessas ofertas, marcamos um encontro com todas elas em um evento que iria acontecer- a Conferência do Virus Bulletin, em Brighton, Reino Unido, para onde Andrey e eu viajamos no outono de 1996.

Em Brighton, as coisas praticamente não saíram conforme planejadas: nenhuma das reuniões resultou em contratos! Contudo…

Leia em:CIBERPASSADO: QUINTA PARTE – 1996 (O ano em que tudo mudou)

Ciberpassado: quarta parte – CeBIT

Finalmente, o verão chegou. Já era hora! Mas não tenho certeza se é uma bênção como sempre, pois ainda estamos todos sentados em casa trabalhando remotamente. Certamente, houve ‘afrouxamentos’ aqui e ali ao redor do mundo, mas nós aqui na K não temos pressa em… apressar as coisas. Eu acho que isso vale também para outras empresas de TI que trabalharão em casa até o nosso próximo outono, enquanto algumas companhias indicaram que permanecerão em casa até o final do ano. E, é claro, as viagens de negócios ainda estão canceladas, assim como exposições e conferências, Jogos Olímpicos e Festival de Cannes, além de vários outros eventos de grande escala. Alguns países ainda estão com as fronteiras fechadas.

Então sim: todos nós ainda estamos presos, sem sair muito de casa, e ficando um pouco loucos com essa situação. Pelo menos é assim que as coisas estão para muitos, tenho certeza. Há quem aproveite todo o tempo extra e faça uma carga exaustiva de exercícios! Definitivamente não sou desse time, nem totalmente oposto. Às vezes cansado de viver a mesma coisa todos os dias, mas me mantendo ocupado. E isso inclui tirar o pó e vasculhar meus arquivos para desenterrar algumas fotos antigas, que levam a boas lembranças (além de lembretes da rapidez com que o mundo está mudando), o que leva a… meu próximo post sobre o ciberpassado!

Sim, esta série combina cibernostalgia, além de várias informações pessoais e comerciais que aprendi ao longo dessa longa trajetória em cibersegurança, espero que sejam úteis para alguns ou interessantes para outros. Enfim, sigo hoje com a parte quatro, e continuo minhas histórias, iniciadas na parte três, sobre a CeBIT…

CeBIT – nós amávamos demais! Era tudo tão novo e diferente e intenso e…

Leia em:Ciberpassado: quarta parte – CeBIT